Um tutorial amigável sobre conectar páginas web umas as outras
No capítulo anterior
cobrimos alguns elementos da HTML bem importantes, mas nós só
construímos uma única página web. Os links e imagens são
fundamentalmente diferentes daqueles elementos porque eles
tratam de recursos (imagens e outras páginas web) externos.
Para usar links e imagens, também precisamos aprender sobre outro
componente da sintaxe da HTML: os atributos. Os atributos vão
apresentar um mundo completamente novo de possibilidade para
as nossas páginas web.
Neste capítulo, vamos criar uma página web composta de várias outras
páginas em HTML com documentos e arquivos de imagens. Vamos chamar
de Links e Imagens, mas o tema central deste capítulo gira em torno
da organização de pastas e arquivos que compõem uma página web. Assim
que começarmos a trabalhar com vários arquivos, vamos descobrir a
importância de ser um desenvolvedor web organizado.
Configuração
Este capítulo é todo sobre a ligação entre páginas web, desta forma
vamos precisar criar alguns arquivos HTML antes de iniciar o
desenvolvimento de qualquer coisa. Vamos trabalhar com três páginas
web separadas neste capítulo, juntamente com alguns arquivos de
imagem em diferentes formatos:
Para começar, vamos criar uma nova pasta chamada
links-and-images para armazenar todos os nossos
arquivos. Você consegue fazer isso pelo Atom usando o mesmo
processo que utilizamos para criar a pasta e o arquivo no
capítulo anterior, Introduction.
Página Links
Depois de criar uma nova pasta, vamos criar um arquivo chamado
links.html dentro dela e usaremos o seguinte código HTML.
Isso já deve ser familiar para você do capítulo anterior.
Nossa última página nos ajudará a demonstrar ligações relativas. Crie
uma nova página em links-and-images chamada
misc, e então adicione um novo arquivo chamado
extras.html:
Você pode criar um nova pasta no Atom clicando com o botão direito
no painel do navegador de arquivos e selecionar Nova
pasta no menu de contexto. A vida fica melhor quando
você não precisa deixar seu editor de texto para abrir o gerenciador
de arquivos.
Baixar as Imagens
Iremos inserir chamadas das imagens no nosso arquivo
images.html, então tenha certeza de que baixou essas
também imagens de mochi de exemplo.
Descompacte-as na sua pasta links-and-images, mantenha
a pasta images do arquivo compactado. Seu projeto deve
parecer como a seguir:
Âncoras
Links são criadas com o elemento <a>, que
significa “âncora”. Funciona como todos os outros elementos
do capítulo anterior: quando delimita algum texto na etiqueta
(tag) <a>, ele muda o significado do conteúdo.
Vamos dar uma olhada adicionando no seguinte parágrafo do
elemento <body> do links.html:
<p>Este exemplo é sobre links e <a>imagens</a>.</p>
Se você carregar a página no navegador irá notar que o elemento
<a> não parece como um link, afinal. Sim,
infelizmente, o elemento <a>sozinho não faz
muita coisa.
Ligações
Da mesma forma que um elemento adiciona significado a conteúdo
que o contém, um atributo HTML adiciona significado ao elemento
ligado a ele.
Elementos diferentes permitem o uso de diferentes atributos, e você
pode verificar na MDN para detalhes sobre quais elementos aceitam quais atributos.
Neste momento, estamos preocupados com o atributo href
porque ele determina para onde o usuário vai quando ele clicar em
um elemento <a>. Atualize seu link para parecer
como o seguinte: element. Update your link to match the
following:
<p>Este exemplo é sobre links e <ahref='images.html'>imagens</a>.</p>
Note como os atributos estão dentro da etiqueta de abertura. O
nome do atributo vem primeiro, depois um sinal de igual, e entre aspas
simples o “valor” do atributo. Essa sintaxe distingue atributos de
conteúdos (que vão entre as etiquetas).
O parte da informação provida pelo atributos href diz ao
navegador que esse elemento <a> é na verdade um link, e
deve renderizar o conteúdo em seu texto padrão azul:
Ligações Absolutas, Relativas, e Raiz-Relativa
Agora que estamos trabalhando com ligações, precisamos entender
como uma página web é estruturada. Para os nossos propósitos, uma
página web é um amontoado de arquivos HTML organizados em pastas.
Para referenciar esses arquivos dentro de outros arquivos, a
Internet utiliza os “Localizadores de Recursos Uniformes” (URLs).
Dependendo do que você está se referindo, as URLs podem assumir
diferentes formas. Os três tipos de URLs quais iremos trabalhar
estão listados abaixo:
Ligações absolutas, relativas, e raiz-relativas se referem aos
valores que o atributo href pode conter. As próximas
seções irão explicar como e quando devemos usar cada um deles.
Mas primeiro, vamos adicionar o conteúdo a seguir ao nosso
arquivo links.html:
<p>This particular page is about links! There are three kinds of links:</p><ul><!-- Add <li> elements here --></ul>
Ligações Absolutas
Ligações “absolutas” são a forma mais detalhada que você pode usar
para se referir a um recurso na web. Elas começam com o “esquema”
(scheme) (tipicamente http:// ou https://),
seguidos pelo nome do domínio da página web, e por fim o caminho
do alvo na página.
Por exemplo, tente criar um link de referência para o elemento
HTML da Mozilla Developer Network:
<li>Links absolutos, como o da
<ahref='https://developer.mozilla.org/en-US/docs/Web/HTML'>Mozilla
Developer Network</a>, que é uma boa referência para desenvolvedores web.
</li>
É possível utilizar ligações absolutas para referenciar páginas
no seu próprio site, mas usar o nome do domínio em todos os lugares
pode trazer problemas em algumas situações. Usualmente utilizamos
ligações absolutas quando queremos redirecionar o usuário para uma
página web diferente, fora do seu domínio.
Ligações Relativas
Ligações “relativas” apontam para outro arquivo dentro da sua página
web com a vantagem de apontar para o arquivo que você está editando.
Está implícito que o esquema e o nome de domínio são os mesmos como
os da página atual, então a única coisa que você precisa é providenciar
o caminho.
Aqui está como nós podemos ligar nosso arquivo extras.html
de dentro de links.html:
<li>Ligações relativas, como na nossa <ahref='misc/extras.html'>página extras
</a>.</li>
Neste caso, o atributo href representa o caminho do
arquivo extras.html a partir do arquivo
links.html. Como o extras.html não está
na mesma pasta de links.html, precisamos incluir a
pasta misc na URL.
Cada pasta e arquivo no caminho é separado por uma barra
(/). Então, se quisermos tentar acessar um arquivo
que está duas pastas abaixo da arquitetura de pastas,
precisamos de um caminho na URL como esse:
misc/other-folder/extras.html
Pastas mães
Isso funciona para referências a arquivos que estão na mesma pasta
ou em níveis abaixo da pasta mãe de onde o arquivo original está. E
como fazemos ligações com páginas que estão em níveis de diretório
acima do arquivo original? Vamos tentar criar ligações
relativas de links.html e images.html a
partir do nosso arquivo extras.html. Adicione isso
ao extras.html:
<p>This page is about miscellaneous HTML things, but you may
also be interested in <ahref='links.html'>links</a> or
<ahref='images.html'>images</a>.</p>
Quando você clica em qualquer uma dessas ligações em um navegador
web, ele vai reclamar que a página não existe. Examinando bem a
barra de navegação, você irá descobrir que o navegador está
tentando acessar misc/links.html e
misc/links.html— ele está olhando na pasta
errada! Isso acontece porque nossas ligações são relativas
a localização do arquivo extras.html, que está na
pasta misc.
Para corrigir isso, precisamos usar a sintaxe de dois pontos
consecutivos (..) no caminho de um arquivo que
representa o apontamento para uma pasta mãe, ou seja, uma
pasta acima da posição do arquivo original que está sendo
editado:
<p>This page is about miscellaneous HTML things, but you may also be
interested in <ahref='../links.html'>links</a> or <ahref='../images.html'>images</a>.</p>
Isso é como dizer “Eu sei que o extras.html está
na pasta misc. Suba um nível nas pastas e procure
por links.html e images.html lá.”
Para navegador em múltiplos níveis acima, use múltiplas
referências com os .., como a seguir:
../../elsewhere.html
Ligações relativas são bacanas, porque elas permitem que você se
mova entre as diferentes pastas sem que seja necessário atualizar
todos os atributos href nos elementos <a>
das suas páginas, mas eles podem ser um pouco confusos quando
todas as ligações começam com muitos pontos. Elas são boas para
referenciar recursos na mesma pasta ou em uma seção específica
da sua página web.
Por exemplo, todas as imagens de HTML
& CSS é Difícil são carregadas com ligações relativas
(já vamos aprender a como usar imagens). Isso nos permite renomear
qualquer um dos nossos capítulos sem precisar atualizar todos os
caminhos das imagens.
Ligações Raiz-Relativa
Ligações “raiz-relativa” são similares as ligações relativas da
seção anterior, mas ao invés de serem relativas a página atual,
elas são relativas a base da página web, ou seja, normalmente
do index.html. Exemplo, se sua página web está hospedada no domínio
our-site.com, todas as URLs raiz-relativas serão relativas
a our-site.com.
Infelizmente, tem um problema nessa nossa discussão de ligações
raiz-relativa: tudo que iremos fazer nesse momento utiliza
arquivos HTML locais ao invés de páginas web hospedadas em um
servidor web. Isso significa que nós não conseguiremos
experimentar ligações de raiz-relativa. Mas, se nós tivéssemos
um servidor real, a ligação para a nossa página se pareceria
como isso:
<!-- Isso não irá funcionar para nossos arquivos HTML locais --><li>Root-relative links, like to the <ahref='/'>home page</a> of our website,
but those aren't useful to us right now.</li>
A única diferença entre uma ligação raiz-relativa e uma ligação
relativa é que a referência inicia com uma barra. Essa
barra inicial representa a raiz da nossa página web. Você pode
adicionar mais pastas e arquivos ao caminho depois dessa barra
inicial, assim como ligações relativas. O caminho a seguir irá
funcionar corretamente não importa onde a atual página estiver
localizada (mesmo se estivesse em misc/extras.html):
/images.html
Ligações raiz-relativa são os tipos de ligações mais úteis. Elas
são explícitas o suficiente para evitar uma potencial confusão de
ligações relativas, mas não são tão explícitas quando ligações
absolutas. Você verá muitas delas na sua carreira de desenvolvedor
web, especialmente em grandes páginas web onde é difícil manter a
localização de referências relativas.
Alvos de Ligações
Atributos alteram o significado de elementos HTML, e algumas vezes
você precisa modificar mais de um aspecto de um elemento. Por
exemplo, elementos <a> também aceitam o
atributo target que define onde a página será
exibida quando um usuário clicar sobre a ligação. Por padrão,
a maioria dos navegadores carregam a página destino na mesma
janela da página atual. Nós podemos utilizar o atributo
target para pedir que o navegador abra a ligação
em uma nova janela/aba.
Tente alterar nossa ligação absoluta no arquivo links.html
para ficar como o seguinte. Preste atenção em como o segundo
atributo se parece como o primeiro, mas eles são separados um
do outro por um espaço (ou uma nova linha):
<li>Absolute links, like to
<ahref='https://developer.mozilla.org/en-US/docs/Web/HTML'target='_blank'>Mozilla Developer Network</a>, which is a very good
resource for web developers.</li>
O atributo target tem alguns valores já pré-definidos
que tem um significado especial para os navegadores, mas o mais
comum é o _blank, que representa uma nova aba ou
janela. Você pode ler mais sobre na MDN.
The target attribute has a few pre-defined values that
carry special meaning for web browsers, but the most common one is
_blank, which specifies a new tab or window. You can
read about the rest on
MDN.
Convenção de Nomes
Você deve ter notado que nenhum dos nossos arquivos ou pastas tem
espaços no seus nomes. Isso é de propósito. Espaços em URLs
requerem de um tratamento especial e devem ser evitados a todo
custo. Para ver o que estamos falando, tente criar um novo arquivo
na pasta links-and-images do projeto, chamada
spaces are bad.html. Adicione um pequeno texto a ela,
depois abra-o em seu navegador de preferência (o Firefox
trapaceia e preserva o espaço).
links-and-images/spaces%20are%20bad.html
Na barra de endereço, você verá que os espaços foram substituídos
por %20, como mostrado acima. Espaços não são
permitidos em URLs, e essa é a codificação especial utilizada
para representá-los. Ao invés de espaço, você deve sempre utilizar
um hífen, como temos feito em todo esse tutorial. É também uma
boa ideia sempre usar caracteres em minúsculo, para manter a
consistência.
Note como tem uma conexão direta entre os nomes de pastas/arquivos
e a URL para a página que ela representa. Os nomes das nossas pastas
e arquivos determinam o caminho para nossa página web. Eles são
visíveis para o usuário, o que significa que você deve se esforçar
para nomear seus arquivos assim como você se esforça para criar o
conteúdo que o contém.
Essas convenções de nomes são aplicadas a todos os arquivos
na sua página—não só nos arquivos HTML. Arquivos CSS, de
JavaScript, e imagens devem evitar espaços e devem manter
consistências na sua capitalização, ou seja, uso de maiúsculas.
Imagens
Diferentemente de todos os elementos HTML que encontramos até
agora, as imagens são conteúdos definidos fora da página web
que a renderiza. Felizmente para nós, já temos uma forma de
referenciar conteúdos externos ao nosso documento HTML: URLs
absoluta, relativa e raiz-relativa.
Imagens são incluídas nas páginas web através do elemento
<img/> e seu atributo src,
que apontam para um arquivo de imagem que você deseja apresentar.
Note que ele é um elemento vazio,
assim como <br/> e <hr/>
do capítulo anterior (Não adicione isso ao nosso projeto ainda. Vamos
tratar primeiro de exemplos concretos na próxima seção).
<imgsrc='alguma-imagem.jpg'/>
Telas do tipo FullHD e de dispositivos móveis fazem o tratamento
de imagens um pouco mais complicado do que a velha e boa
etiqueta <img/>. Nós vamos deixar essas
complexidades para o capítulo de
Imagens Responsivas
desse tutorial. Tenha certeza de verificar os elementos
<figure> e
<figcaption> no capítulo de
Semântica HTML.
Nesse momento, vamos focar nos vários formatos de imagens que temos na Internet.
Formatos de Imagens
Existem 4 principais formatos de imagens em uso na web, e todos
são desenvolvidos para coisas diferentes. Entender seus
propósitos ajuda a melhorar a qualidade de páginas web.
Nas próximas seções vamos caminhar através dos casos de usos para
cada tipo de formato de imagens. Garanta que você descompactou
essas imagens de mochi na sua
pasta links-and-images do projeto antes de seguir adiante.
Imagens JPG
Imagens JPG foram desenvolvidas para tratar uma grande paleta de
cores sem aumentar muito o tamanho do arquivo. Isto torna esse
tipo de imagem perfeita para fotografias e imagens com uma grande
quantidade de gradientes nelas. Mas em outros casos, JPGs não
permitem pixels transparentes, que você pode ver na borda branca
da imagem abaixo se você prestar bastante atenção:
Insira essa imagem mochi.jpg na nossa página
images.html com o trecho de código abaixo (isso
também irá incluir um pouco de navegação para as nossas
outras páginas):
<p>Esta página trata dos formatos comuns de imagens utilizadas na Web, mas você também pode estar procurando por <ahref='links.html'>links</a> e <ahref='misc/extras.html'>
extras</a>.</p><h2>JPGs</h2><p>Imagens JPG são boas para fotos.</p><imgsrc='images/mochi.jpg'/>
Imagens GIF
GIFs são boas opções para simples animações, mas a troca é que
são limitadas de alguma forma em termos de cores—nunca use-os
para fotos. Pixels transparentes são opções binárias para GIFs,
isso significa que você não pode ter pixels opacos. Isso torna
difícil obter altos níveis de detalhamento em fundos transparentes.
Por essa razão, é normalmente uma opção melhor usar imagens PNG se
você não precisar de animação.
Você pode adicionar esse carinha ao nosso arquivo images.html com o trecho de código abaixo:
<h2>GIFs</h2><p>GIFs são bons para animações.</p><imgsrc='images/mochi.gif'/>
Imagens PNG
PNGs são ótimas para qualquer coisa que não seja uma foto ou
animação. Para fotografias, um arquivo PNG com a mesma qualidade
(perceptível ao olho humano) geralmente será muito maior que um
arquivo JPG equivalente . No entanto, elas trabalham bem com
opacidade, e não tem limitações de paletas de cor. Isso torna
elas perfeitas para ícones, diagramas técnicos, logotipos, etc.
Vamos adicionar essa imagem PNG ao nosso projeto exemplo:
<h2>PNGs</h2><p>PNGs são bons para diagramas e ícones.</p><imgsrc='images/mochi.png'/>
Imagens SVG
Diferente das imagens baseadas em pixel, apresentadas
anteriormente, o SVG é um formato gráfico baseado em vetor, isso
significa que você pode redimensionar para qualquer tamanho
sem perder qualidade. Essa propriedade torna a imagem SVG perfeita
para um design responsivo.
Elas são boas opções para praticamente todos os casos onde são usadas
PNGs, e você deve utilizá-las em qualquer situação que você possa.
Essas imagens com dimensões de 300x300 pixels, são imagens com
dimensões de 100x100 originalmente, mas ao dimensionar elas se
diferenciam muito entre si. Note as linhas nítidas e limpas da
imagem SVG à esquerda, enquanto a imagem PNG na direita está
agora muito pixelada.
Mesmo sendo um formato de vetor, as imagens SVGs podem ser
utilizadas exatamente como suas concorrentes. Vamos lá,
adicione mochi.svg na nossa página images.html:
<h2>SVGs</h2><p>SVGs are <em>amazing</em>. Use them wherever you can.</p><imgsrc='images/mochi.svg'/>
Tem um problema em potencial com o SVG: para que eles sejam
apresentados consistentemente em todos os navegadores, você
precisa converter qualquer campo de texto para contornos
usando um editor de imagem (ex. Adobe Illustrator ou
Sketch). Se suas
imagens contém muito texto (como as capturas de telas chiques
deste tutorial), isso pode ter um grande impacto no tamanho
do arquivo. Por essa razão iremos usar PNGs ao invés de
SVGs, mesmo sabendo que SVGs são os melhores!
Dimensões de Imagens
Por padrão, o elemento <img/> usa as dimensões
herdadas do arquivo de imagem. Os arquivos JPG, PNG, e GIF usados
nesse tutorial tem atualmente 150×150 pixels, enquanto nosso
mochi SVG tem somente 75×75 pixels.
Como veremos adiante em Imagens
Responsivas, formatos de imagens baseados em pixel precisam ser
duas vezes maiores se você quiser que elas apareçam em monitores
do tipo retina. Para deixar nossas imagens baseadas em pixel com o
tamanho pretendido (75×75) nós podemos usar o atributo
width do elemento <img/>. No arquivo
images.html, atualize todas as nossas imagens baseadas
em pixel para serem como descrito abaixo:
<!-- Na seção de JPGs --><imgsrc='images/mochi.jpg'width='75'/><!-- Na seção de GIFs --><imgsrc='images/mochi.gif'width='75'/><!-- Na seção de PNGs --><imgsrc='images/mochi.png'width='75'/>
O atributo width define uma dimensão explícita para
a imagem. Existe um atributo height correspondente.
Definindo somente um deles vai fazer com que a imagem seja
dimensionada de forma proporcional, enquanto se definirmos os dois
fará com que a imagem seja esticada. Os valores de dimensões são
especificados em pixel, e você nunca deve incluir a unidade (ex.
width='75px', não faça isso!).
O atributo width e height podem ser úteis,
mas é sempre melhor definir a dimensão da imagem através da CSS assim
você pode alterá-las através de requisições de mídia. Nós discutiremos
melhor isso quando chegarmos a design responsivo.
Textos Alternativos
Adicionar o atributo alt ao elemento
<img/> é uma boa prática. Isso define
um “texto alternativo” à imagem exibida. Isso tem um
impacto em mecanismos de pesquisa e para usuários que
usam navegadores que exibem somente texto (ex. pessoas
que usam softwares leitores de tela devido a deficiência visual).
Atualize todas as suas imagens para incluir uma descrição através
do atributo alt:
<!-- Na seção de JPGs --><imgsrc='images/mochi.jpg'width='75'alt='A mochi ball in a bubble'/><!-- Na seção de GIFs --><imgsrc='images/mochi.gif'width='75'alt='A dancing mochi ball'/><!-- Na seção de PNGs --><imgsrc='images/mochi.png'width='75'alt='A mochi ball'/><!-- Na seção de SVGs --><imgsrc='images/mochi.svg'alt='A mochi ball with Bézier handles'/>
Para mais exemplo de como utilizar o atributo alt,
por favor veja a ridiculamente detalhada
especificação oficial.
Mais Atributos HTML
Agora que já estamos mais confortáveis com a sintaxe de
atributos HTML, podemos adicionar alguns toques finais ao
nosso caldeirão de código HTML. Toda página web que você
criar deve definir o idioma qual foi escrito e seu conjunto
de caracteres.
Idioma do Documento
O idioma padrão de uma página web é definido pelo atributo
lang, no nível mais alto do elemento
<html>. Nosso documento é em Português
do Brasil, então nós usaremos o código de país pt-br
como valor do atributo (sempre faça isso para todas
as páginas que você criar):
<htmllang='pt-BR'>
Se você não tiver certeza de qual o código de país deve utilizar para
o seu idioma, ou se for fazer uma página para outro idioma, você pode
olhar o campo da Subtag aqui.
Conjunto de Caracteres
Um “conjunto de caracteres” é como um alfabeto, só que digital,
para o seu navegador. Isso é diferente do idioma definido no seu
documento, de forma que ele só afeta como as letras são
renderizadas, e exibidas na tela, não o idioma do conteúdo. Vamos
copiar e colar alguns caracteres internacionais para dentro da
nossa página web misc/extras.html e ver o que acontece.
<h2>Conjunto de Caracteres</h2><p>Você pode usar UTF-8 para contar em Turco:</p><ol><li>bir</li><li>iki</li><li>üç</li><li>dört</li><li>beş</li></ol>
Quando você atualizar o navegador para visualizar a página,
você verá algumas coisas muito estranhas no lugar dos
caracteres ü, ç, ö, e
ş, devem aparecer como:
Isso acontece porque o conjunto de caracteres padrões a serem exibidos
nos navegador não suporta esses caracteres “especiais”. Para corrigir
isso, vamos usar a codificação de caracteres UTF-8, adicionando um
elemento <meta> com o atributo charset ao
<head> do nosso arquivo misc/extras.html:
<metacharset='UTF-8'/>
Os caracteres especiais agora devem ser exibidos corretamente.
Atualmente, o UTF-8 é algo que se tornou o alfabeto universal
para a Internet. Toda página que você criar deve conter essa
linha no seu <head>.
Entidades HTML
Certo, essa última seção não tem nada a ver com âncoras ou
imagens, mas nós precisamos discutir uma última coisa antes de
iniciar as engrenagens da CSS. Uma “entidade HTML” é um caracter
especial que não pode ser representado como um texto puro e um
documento HTML. Isso tipicamente significa que é uma palavra
reservada, no nosso caso um caractere reservado, ou que você
não tem uma tecla para esse caracter no seu teclado.
Caracteres Reservados
Os caracteres <, >, e
& são chamados de “caracteres reservados” porque
eles não são permitidos dentro de um documento HTML sem que seja
codificado. Isso porque eles significam alguma coisa na sintaxe
HTML: o < inicia uma etiqueta, o >
fecha uma etiqueta, e como vamos aprender, o &
define uma entidade HTML.
No misc/extras.html, adicione o seguinte:
<h2>Entidades HTML</h2><p>Existem três caracaterese reservados na HTML: < > e &. Você
deve sempre usar entidades HTML para esses três caracteres.</p>
Entidades sempre iniciam com um e-comercial (&) e
terminam com um ponto-vírgula (;). Entre eles você
consegue colocar um código especial que seu navegador irá
interpretar como um símbolo. Neste caso, irá representar
lt, gt, e amp como
o sinal de menor, sinal de maior, e e-comercial, respectivamente.
Tem um monte de entidades HTML. Vou deixar para que você explore a
maioria deles por si só.
Aspas
Aspas são sem dúvidas necessárias, mas se você se importa com
tipografia elas serão
algumas das entidades mais comuns utilizadas na HTML. Existem
quatro tipos diferentes de aspas (aspas de abertura e
fechamento simples e aspas duplas):
“
”
‘
’
Você pode usá-los no lugar de ' simples e
" duplas, como mostrado abaixo (neste caso
vou deixar o texto em inglês para mostrar o resultado):
<p> If you’re into “web typography,” you’ll also find
yourself using curly quotes quite a bit.</p>
Diferente das aspas simples, essas entidades de aspas duplas
devem envolver o texto.
Entidades HTML e UTF-8
Nos primórdios da Web, os arquivos HTML não podiam ter caracteres
especiais, tornando as entidades muito mais úteis. Mas, desde que
começamos a usar o conjunto de caracter UTF-8, podemos inserir
qualquer caracter diretamente dentro do documento HTML. Com isso
as entidades se tornam úteis primeiramente como caracteres reservados
ou para conveniência quando está criando HTML direto.
Resumo
Uma página web é basicamente um monte de HTML, imagens e (como
aprendemos um pouco) arquivos CSS ligados em conjunto. Você deve
iniciar pensando uma página como uma forma bonita para usuários
navegarem por pastas e arquivos que criamos como parte do nosso
processo de desenvolvimento web. Por essa perspectiva, deve ser
mais claro que manter um sistema de arquivo bem organizado é um
aspecto tão crítico quanto criar uma página web.
Também aprendemos sobre alguns atributos importantes (lang
e charset) que nos dão o leioute básico que você deve usar
no começo de toda página web que você criar:
<!DOCTYPE html><htmllang='en'><head><metacharset='UTF-8'/><title>Alguma Página Web</title></head><body><h1>Alguma Página Web</h1><!-- O resto do conteúdo da página vai aqui --></body></html>
No entanto, ainda precisamos de uma parte muito importante: CSS. No
próximo capítulo, vamos descobrir mais elementos e atributos HTML
para juntar uma folha de estilo CSS para nossa página inteira. A
habilidade de trabalhar com diversos arquivos e conectá-los de
formas inteligentes será ainda mais importante do que foi mostrado
nesse capítulo.